domingo, 11 de março de 2012

Pegue seu barquinho....

Esses dias uma amiga/irmã me mandou essa imagem e me fez abrir um sorriso daqueles que vai de orelha a orelha. Foi tão bom, em meio ao caos interior em que me encontro, ver que ainda existe alguém que pagaria o seu barquinho pra salvar o meu "retarded ass"... Digo isso porque as vezes sinto que estou só, nesse munto esquisito aonde não me encaixo, no melhor estilo "me, myself and I".

Ser adulto é difícil. Lembro, com extremo saudosismo, de quando era pequena e sonhava em ser "gente grande". Acreditava piamente que ao crescer poderia fazer o que bem entendesse, na hora que quisesse e pronto. Achei que cresceria, me formaria, seria uma profissional zzzuuuuper bem sucedida, me sustentaria e antes dos 30 já estaria casada, com filhos e então viria o tão esperado "e foram felizes para sempre". Tolinha....... Não imaginava o tanto de decepções, momentos difíceis e perdas que me acompanhariam fielmente no processo de virar uma "adulta". Adulta? Engraçado.... Minha certidão de nascimento diz que sim, mas aqui dentro o sentimento é outro. Não são raros os momentos em que ainda me sinto uma menina, aquela que sonhava com o "felizes para sempre", mas esse sentimento sempre vem acompanhado de uma vozinha que teima em sussurrar "ei... mesmo depois de tudo, vc ainda insiste em acreditar nessa bobagem???"

Pois é, o fato é que ultimamente não sei mais no que devo acreditar. Antes eu tinha certeza de que seria uma mega profissional, trabalharia com o que gosto, casaria, seria mãe de uns 2 ou 3 pimpolhos, mas hoje não consigo visualizar nenhuma dessas imagens no meu futuro, que me parece tão nebuloso atualmente.. Se toda essa névoa vai clarear e o sol vai se abrir eu também não sei. A única coisa que eu sei é que está difícil de acreditar em "dias melhores". Há dias em que me sinto a própria Mulher Maravilha, cheia de energia pra lutar contra tudo e contra todos, por outro lado há os dias em que me sinto como um cachorrinho acuado, daqueles que se enfiam debaixo da cama, cheios de medo e insegurança, e não saem de lá nem por um decreto.

Depois de muitas rasteiras, hoje me vejo desacreditando de tudo e de todos. Não acredito mais na bondade das pessoas, não acredito mais nas palavras que saem de suas bocas tão cheias de "verdade" e "honestidade", não acredito no autruismo alheio... Em português claro, não acredito em mais merda nenhuma. E aí, quando você se vê nessa situação, tem sempre um discípulo de Pollyana que vem te dizer "aaahhh, fala sério! larga de ser pessimista!". Que me desculpem os super felizes, mas gente demasiadamente feliz me irrita profundamente, além de não me convencer. "Ah, a vida é bela!" - Oi? Desculpa, mas neeeeem é. Pelo menos não a minha. Pelo menos não por enquanto.

Então se vcs, que se dizem super amigos, querem ajudar uma desacreditada à voltar a acreditar que a vida vale a pena, façam o seguinte: segurem a minha mão, me ofereçam um colo e um cafuné, pq é só disso que venho precisando. NADA além disso. Julgamentos e conselhos suuuuper maduros de "como eu devo viver a MINHA vida" eu estou dispensando. Em contrapartida, se quiserem pegar os seus barquinhos pra resgatar essa que vos escreve, tenham certeza de que farão uma alma tristonha imensamente feliz.

2 comentários:

  1. o próximo barquinho tá programado pra semana q vem, ok? mas fica de olho pq eu não sei nadar kkkkk

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  2. No que depender de mim, você vai estar sempre salva. ;)

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