domingo, 26 de fevereiro de 2012

É mágoa

Olá você que eu não sei quem é! 

No último post comentei sobre um texto que havia escrito há alguns (muitos) anos  e prometi tentar "recriá-lo", já que fiz o favor de não guardar o bichinho como deveria. Acreditem, catei todos os papéis antigos que tenho guardado, procurei por todos os cantos, vasculhei todos os buraquinhos, e nada...... Bilhetes trocados durante as aulas do colégio, cartões de natal enviados pelos amigos durante o período de férias, fotos H-O-R-R-E-N-D-A-S, cartinhas fofas da minha mãe - tudo isso eu encontrei, e aos montes, mas o tal texto se foi...

Mas porquê falo tanto dele e porquê queria tanto encontrá-lo? Porque ele falava de um sentimento bastante presente nos últimos dias: decepções. Pois é... 

Há alguns dias levei uma rasteira que, como toda "boa" rasteira, não esperava. Foi foda. Está sendo foda. E pelo visto, vai continuar sendo foda. Na minha humilde opinião, a sensação de estar estilhaçada por dentro é uma das piores que podemos vivenciar, até porque quando quebramos alguma coisa dificilmente conseguimos recuperá-la 100%, não é? E quando se trata de uma quebra "interna", acho que esse processo fica ainda mais difícil... Podemos até tentar colar os caquinhos que ficaram espalhados pela alma, mas a minha dúvida é: como maquiar as rachaduras do acidente? Ou mesmo sumir com elas? Há quem diga que essa é uma tarefa impossível, há quem diga que não... EU não sei. A única coisa que sei é que mal estou conseguindo recuperar os estilhaços desse tombo - as lágrimas teimam em cair, não importando o lugar, o ar me falta, o coração dispara toda vez que minha mente me leva de volta ao tal dia, me fazendo reviver aquela situação, minha cabeça mais parece um turbilhão... Não consigo parar de pensar naquilo e em todos os possíveis desdobramentos. "Amiga, esquece! Não pensa mais nisso!" tem sido a frase que mais escuto nos últimos dias. A pergunta é: Como é que se faz isso? Alguém me dá a receita, por favor? Acho que o cérebro (e o coração) deveriam ter um botão de "off". Aliás, aquela maquininha de "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças" deveria vender no camelô. #ficaadica

A única conclusão à qual consigo chegar é que não entendo as pessoas, não entendo suas atitudes, não entendo mais nada. Há quem diga que eu deveria parar de tentar entender, mas acho que isso faz parte da minha natureza.. Mamãe colocou uma bela dose disso aí quando me fez, mas o famoso "foda-se" ela esqueceu de acrescentar à mistura, disso eu tenho certeza. O complicado é que parece que todo o resto do mundo, inclusive os envolvidos nessa minha questão, parece ter recebido uma dose monstruosa de "foda-se" no momento de sua concepção. Como lidar com isso? Não sei, afinal de contas (como já disse) é humanamente impossível, pelo menos para mim, ligar o tal botãozinho visto que ele não existe por aqui.   

A dor me dilacera, o "não saber o que pode acontecer" me apavora, me congela e então vem a crise de novo - o choro, a falta de ar, o coração disparado... Sem falar na gastrite, que me ataca toda vez que me encontro assim. E não, não é drama - é apenas um raio X de alguém que sente tudo muito intensamente.

E antes que venha alguém com a boca cheia de "o que você tem que fazer é....", ou "se fosse eu, faria isso, isso e isso" já deixo o recado: lembrem-se do quão fácil é opinar sobre a vida alheia, mas o que você devem ter em mente é que NINGUÉM aí está na minha pele, vivendo o que eu vivo. Sendo assim, me poupem das lições de moral, porque se existe uma coisa que venho aprendendo à duras penas nos últimos tempos é que ninguém tem o direito de julgar ninguém, e que a expressão "dessa água jamais beberei" é muito forte para ser dita com tanta facilidade.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

My mistake

Ok, ok, eu confesso. Há exatamente um ano criei esse blog com o intuito de transformá-lo num diário virtual, ou qualquer coisa do gênero, mas...... falhei. Até hoje.

Não garanto postagens diárias e nem nada parecido, mas posso assegurar que esse cantinho será a minha válvula de escape. Menos cigarros, mais postagens - meta para 2012 MODE ON.

"Mas quem é que vai querer ler isso aqui????" Bem, isso eu não sei.. Talvez queiram, talvez não.. Talvez sejam os amigos, mas talvez sejam aqueles com quem nunca troquei uma palavra... Pode ser até que ninguém nunca dê um mísero "clique" nesse blog, mas o fato é que escrever me faz bem e cheguei a conclusão de que tenho uma necessidade quase que fisiológica de colocar meus sentimentos pra fora. Então, para aliviar os ouvidos dos meus amigos, farei desse blog a minha "sessão do descarrego" e quem quiser que leia. 

Esses dias, após alguns acontecimentos bastante doloridos pra mim, me lembrei que aos 11 anos de idade escrevi uma espécie de poema (ou pelo menos acreditava que era), aonde discursava sobre decepções (sim, aos 11 anos). Não me lembro o motivo pelo qual me sentia dessa forma na época, mas não me esqueço do sentimento que me motivou à escrevê-lo: o de me sentir "quebrada", como um espelho após uma queda brusca. Resolvi fuçar minhas quinquilharias aqui em casa, mas nada de achar os tais rabiscos. Queria tanto não o ter perdido nesse meio tempo...... Lembro-me com clareza do quão visceral foi esse depoimento e de alguns dos questionamentos que me acometiam diante daquela sensação que, para mim, era novidade na época... Era a primeira vez que tentava "juntar os cacos" e parece que já previa a minha dificuldade em "levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima"... Dezessete anos se passaram e a sensação continua a mesma... Enfim.. Obviamente que não lembro do texto na íntegra, mas algumas frases me vêm à cabeça com alguma facilidade.. Vou tentar montar esse quebra-cabeças e volto aqui pra contar direitinho, eu prometo.

Diante disso, devo concluir que já sou uma menina intensa desde sempre... Estranha, eu confesso, porém intensa. O desafio é descobrir até onde isso é positivo ou não....

Questões, questões e mais questões... Essa é a minha vida. Esse é o meu clube.

Ah sim: perdoem os erros de português ou digitação: a luz aqui está apagada, eu tb já estou apagando e estou M-O-R-R-E-N-D-O de preguiça de revisar tudo isso. rs

Bjs e até qualquer hora.