sexta-feira, 16 de março de 2012

E o que era?

Ta aí uma música que se encaixa perfeitamente no meu atual momento. Moska entrou na minha cabeça, pescou tudo o que eu queria dizer e escreveu essa letra que eu amo.
De que adianta nos entregarmos, se do outro lado da linha há alguém tão covarde que prefere dar fim à ligação no primeiro ruído que aparece?
Deu interferência? Mexe no fio, aperta o flash, vá pra outro cômodo.... mas não desliga o telefone na cara do outro.....



terça-feira, 13 de março de 2012

Can we?


Esses dias, em uma mesa de bar, ouvi uma frase que me tocou bastante. Em meio à conversa que prendia a atenção de alguns dos presentes, alguém segurou minha mão e me disse: "Menina, eu sei que a gente mal se conhece mas eu preciso te dizer uma coisa: você me passa uma força tão grande, mas TÃO GRANDE, que eu acho você nem imagina que tem. Mas tem."

Isso mexeu comigo. Houve momentos na minha vida em que, de fato, eu parecia gerir uma força e possuir um auto-controle que eu nem imaginava ter, e confesso que até hoje não faço a menor idéia de como fiz isso. E olha que foram momentos extremamente difíceis de se digerir aos 20 e poucos anos. No entanto, em momentos aparentemente mais simples eu me desmantelo como as plumas de um Dente-de-Leão após uma ventania...
Por que? Não me perguntem... Como? Não tenho a menor idéia....

Dizem que a vida nos ensina tudo isso; ensina a sermos fortes. Será? Ensina a sermos fortes ou nos ensina a fingir, de forma absurdamente convincente, que as coisas não nos afetam mais? Será que, de verdade, um dia tudo isso que me angustia não irá me angustiar mais? Às vezes me respondo dizendo "tomara que sim!", mas em outros momentos eu penso "será que quero mesmo ser blasé à esse ponto?"
Não sei.. não sei mesmo.. Não gosto de pensar que chegará o dia em que não vou mais me importar com determinadas coisas, mas também não me agrada nem um pouco pensar que serei a única a me importar em um mundo aonde a lei do "cada um por si" é a que vigora.

Se sou forte não sei. Mas se sim, espero encontrar o dijuntor que faz toda essa força tomar sua forma e seu lugar aqui dentro o quanto antes, até porque a paciência nunca foi uma das minhas maiores virtudes e esperar por esse momento tá f#$@*!

domingo, 11 de março de 2012

Pegue seu barquinho....

Esses dias uma amiga/irmã me mandou essa imagem e me fez abrir um sorriso daqueles que vai de orelha a orelha. Foi tão bom, em meio ao caos interior em que me encontro, ver que ainda existe alguém que pagaria o seu barquinho pra salvar o meu "retarded ass"... Digo isso porque as vezes sinto que estou só, nesse munto esquisito aonde não me encaixo, no melhor estilo "me, myself and I".

Ser adulto é difícil. Lembro, com extremo saudosismo, de quando era pequena e sonhava em ser "gente grande". Acreditava piamente que ao crescer poderia fazer o que bem entendesse, na hora que quisesse e pronto. Achei que cresceria, me formaria, seria uma profissional zzzuuuuper bem sucedida, me sustentaria e antes dos 30 já estaria casada, com filhos e então viria o tão esperado "e foram felizes para sempre". Tolinha....... Não imaginava o tanto de decepções, momentos difíceis e perdas que me acompanhariam fielmente no processo de virar uma "adulta". Adulta? Engraçado.... Minha certidão de nascimento diz que sim, mas aqui dentro o sentimento é outro. Não são raros os momentos em que ainda me sinto uma menina, aquela que sonhava com o "felizes para sempre", mas esse sentimento sempre vem acompanhado de uma vozinha que teima em sussurrar "ei... mesmo depois de tudo, vc ainda insiste em acreditar nessa bobagem???"

Pois é, o fato é que ultimamente não sei mais no que devo acreditar. Antes eu tinha certeza de que seria uma mega profissional, trabalharia com o que gosto, casaria, seria mãe de uns 2 ou 3 pimpolhos, mas hoje não consigo visualizar nenhuma dessas imagens no meu futuro, que me parece tão nebuloso atualmente.. Se toda essa névoa vai clarear e o sol vai se abrir eu também não sei. A única coisa que eu sei é que está difícil de acreditar em "dias melhores". Há dias em que me sinto a própria Mulher Maravilha, cheia de energia pra lutar contra tudo e contra todos, por outro lado há os dias em que me sinto como um cachorrinho acuado, daqueles que se enfiam debaixo da cama, cheios de medo e insegurança, e não saem de lá nem por um decreto.

Depois de muitas rasteiras, hoje me vejo desacreditando de tudo e de todos. Não acredito mais na bondade das pessoas, não acredito mais nas palavras que saem de suas bocas tão cheias de "verdade" e "honestidade", não acredito no autruismo alheio... Em português claro, não acredito em mais merda nenhuma. E aí, quando você se vê nessa situação, tem sempre um discípulo de Pollyana que vem te dizer "aaahhh, fala sério! larga de ser pessimista!". Que me desculpem os super felizes, mas gente demasiadamente feliz me irrita profundamente, além de não me convencer. "Ah, a vida é bela!" - Oi? Desculpa, mas neeeeem é. Pelo menos não a minha. Pelo menos não por enquanto.

Então se vcs, que se dizem super amigos, querem ajudar uma desacreditada à voltar a acreditar que a vida vale a pena, façam o seguinte: segurem a minha mão, me ofereçam um colo e um cafuné, pq é só disso que venho precisando. NADA além disso. Julgamentos e conselhos suuuuper maduros de "como eu devo viver a MINHA vida" eu estou dispensando. Em contrapartida, se quiserem pegar os seus barquinhos pra resgatar essa que vos escreve, tenham certeza de que farão uma alma tristonha imensamente feliz.